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terça-feira, 3 de agosto de 2010

Oi amigos leitores...
Eu adoro parábolas!
Quando estou num momento de crise, de sofrimento, de perda, tento buscar uma explicação plausível para o que está acontecendo em minha vida.
Nessa situação procuro obter ajuda de amigos, ler revistas, mensagens ou mesmo fazer um exercício muito comum: auto-punição.
Tudo para tentar entender o que está se passando comigo naquele momento.
Nesse sentido, acho bárbaro o papel das parábolas. Elas são histórias simples, que passam ensinamentos muito diretos e, ao mesmo tempo, muito poderosos, pois tocam em pontos certeiros que nos forçam a reflexão.
Uma delas faço questão de colocar aqui, pelo sua contundência... não tem como não identificar nosso velho hábito de julgar...

Julgando Pessoas

Uma senhora ia fazer uma viagem de avião e, no caminho da sala de embarque, resolveu comprar uma revista e um pacote de biscoitos.

Já na sala, sentou-se numa poltrona para descansar e ler um pouco enquanto o vôo não era chamado.

Ao Lado dela, sentou-se um homen e, quando ela pegou o primeiro biscoito, ele também pegou um. A senhora sentiu-se ultrajada, mas não disse nada e apenas pensou: “Que sujeito abusado e atrevido”.

A cada biscoito que ela pegava, o homem também pegava um e a senhora ia ficando tão irada que não conseguia reagir, e seu rosto crispado deixava á mostra toda a sua revolta com aquele homem.

Restava apenas um biscoito e ela pensou: “O que esse cara vai fazer agora”?

E então o homem pegou o biscoito e partiu-o ao meio deixando a outra metade para ela. Ela não suportando mais aquela situação, fechou a revista com fúria, pegou sua bolsa e dirigiu-se ao embarque.

Já dentro do avião, ela sentou-se á sua poltrona e, para sua supresa, seu pacote de biscoitos estava intacto em sua bolsa. A vergonha e sentimento de culpa vieram á tona no vermelho da sua face e não havia mais como se desculpar.

O homem havia dividido os biscoitos dele sem se sentir revoltado ou indignado enquanto ela bufava de ódio por julgar errada a situação.

Moral da história: Jamais devemos fazer julgamento de coisas ou pessoas, pois corremos o risco de julgá-las conforme nossas tendências, sempre próprias e parciais.

A Parábola da Vaca

Era uma vez, um sábio chinês e seu discípulo. Em suas andanças, avistaram um casebre de extrema pobreza onde vivia um homem, uma mulher, 3 filhos pequenos e uma vaquinha magra e cansada.


Com fome e sede o sábio e o discípulo pediram abrigo e foram recebidos. O sábio perguntou como conseguiam sobreviver na pobreza e longe de tudo.

- O senhor vê aquela vaca ? - disse o homem. Dela tiramos todo o sustento. Ela nos dá leite que bebemos e transformamos em queijo e coalhada. Quando sobra, vamos à cidade e trocamos por outros alimentos. É assim que vivemos.

O sábio agradeceu e partiu com o discípulo. Nem bem fizeram a primeira curva, disse ao discípulo :

- Volte lá, pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali em frente e atire-a lá em baixo.

o discípulo não acreditou.

- Não posso fazer isso, mestre ! Como pode ser tão ingrato ? A vaquinha é tudo o que eles têm. Se a vaca morrer, eles morrem !

O sábio, como convém aos sábios chineses, apenas respirou fundo e repetiu a ordem :

- Vá lá e empurre a vaquinha.

Indignado porém resignado, o discípulo assim fez. A vaca, previsivelmente, estatelou-se lá embaixo.

Alguns anos se passaram e o discípulo sempre com remorso. Num certo dia, moído pela culpa, abandonou o sábio e decidiu voltar àquele lugar. Queria ajudar a família, pedir desculpas.

ao fazer a curva da estrada, não acreditou no que seus olhos viram. No lugar do casebre desmazelado havia um sítio maravilhoso, com árvores, piscina, carro importando, antena parabólica. Perto da churrasqueira, adolescentes, lindos, robustos comemorando com os pais a conquista do primeiro milhão. O coração do discípulo gelou. Decerto, vencidos pela fome, foram obrigados a vender o terreno e ir embora.

Devem estar mendigando na rua, pensou o discípulo.

Aproximou-se do caseiro e perguntou se ele sabia o paradeiro da família que havia morado lá

- Claro que sei. Você está olhando para ela.

Incrédulo, o discípulo afastou o portão, deu alguns passos e reconheceu o mesmo homem de antes, só que mais forte, altivo, a mulher mais feliz e as crianças, jovens saudáveis. Espantado, dirigiu-se ao homem e disse :

- Mas o que aconteceu ? Estive aqui com meu mestre alguns anos atrás e era um lugar miserável, não havia nada. O que o senhor fez para melhorar de vida em tão pouco tempo ?

O homem olhou para o discípulo, sorriu e respondeu :

- Nós tínhamos uma vaquinha, de onde tirávamos o nosso sustento. Era tudo o que possuíamos, mas um dia ela caiu no precipício e morreu. Para sobreviver, tivemos que fazer outras coisas, desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos. E foi assim, buscando novas soluções, que hoje estamos muito melhor que antes.

Moral da história : às vezes é preciso perder para ganhar mais adiante. É com a adversidade que exercitamos nossa criatividade e criamos soluções para os problemas da vida. Muitas vezes é preciso sair da acomodação, criar novas idéias e trabalhar com amor e determinação.